. 09/03/2026
IRPF 2026: organização entre contador e contribuinte é essencial para evitar erros e multas
Fenacon orienta contribuintes a reunir documentos com antecedência e contar com apoio profissional para garantir uma declaração segura.
Março já é considerado um mês marcante para contadores e contribuintes graças ao período de declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) que se aproxima e exige organização, planejamento e muita atenção das duas partes para evitar atrasos e, principalmente, erros que podem levar à malha fina.
Nesse contexto, a atuação do profissional contábil é estratégica, mas o sucesso do processo também depende da colaboração do contribuinte.
Por isso, a Fenacon, que coordena a campanha anual “Declare Certo - Fique tranquilo, consulte um profissional contábil”, onde enfatiza o papel da contabilidade como aliada do contribuinte no período do IR, preparou um guia com orientações práticas para que os contadores possam enviar aos seus clientes neste momento de organização da documentação da declaração.
| Infográfico sobre dicas de organização para o IRPF 2026. (Imagem criada por Inteligência Artificial)/Fonte: Fenacon |
Organização dos documentos: o primeiro passo para evitar problemas
A base de uma declaração correta está na qualidade das informações prestadas. Informes de rendimentos, comprovantes de despesas médicas e educacionais, recibos, dados bancários e documentos de bens devem estar completos e legíveis para os valores serem adicionados corretamente na declaração. Evite enviar fotos desfocadas, incompletas ou fora de ordem. O ideal é digitalizar os documentos e organizá-los por categoria em uma pasta compartilhável, como o Google Drive. Essa prática facilita a conferência das informações e diminui o risco de inconsistências. Segundo orientações oficiais da Receita, divergências entre os dados informados pelo contribuinte e aqueles declarados por fontes pagadoras são um dos principais motivos de retenção em malha fiscal. Autorização de acessoDesde a ampliação dos serviços digitais do governo federal, o acesso a funcionalidades completas na área tributária exige nível de segurança adequado na conta do portal gov.br. Para que o contador consiga acessar a declaração por meio de autorização digital é necessário que ambos possuam conta nível prata ou ouro. A validação pode ser feita pela própria plataforma, mediante envio de documentos ou reconhecimento facial, conforme as regras vigentes. Quanto maior o nível de confiabilidade melhor a segurança nas operações. Essa ação está alinhada às diretrizes de proteção de dados previstas na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018), que estabelece critérios para tratamento de informações pessoais. Como autorizar o acesso do contador à declaraçãoCom a conta validada, o próximo passo é autorizar formalmente o profissional contábil a acessar o documento. O procedimento pode ser realizado pelo aplicativo ou pelo portal do Meu Imposto de Renda. O processo é simples:
Esse mecanismo digital substitui procedimentos presenciais e amplia a rastreabilidade das autorizações concedidas, conferindo mais transparência e segurança para ambas as partes. Planejamento evita multas e contratemposDeixar para os últimos dias pode comprometer a qualidade das informações e aumentar o risco de erros. Além disso, a entrega fora do prazo implica multa mínima, conforme previsto na legislação tributária, além de percentual calculado sobre o imposto devido. Em caso de dúvidas sobre rendimentos, deduções ou preenchimento de informações, a orientação é procurar diretamente o contador responsável. A comunicação clara e antecipada é decisiva para assegurar uma declaração correta, reduzir riscos fiscais e garantir tranquilidade ao contribuinte. No período do IRPF, organização e parceria caminham juntas. Quando contribuinte e profissional contábil atuam de forma alinhada, o resultado é mais segurança, eficiência e conformidade com as exigências da Receita Federal. Fonte: Fenacon Via portal Contábeis |



