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01/06/2026

Abrir Empresa no Simples Nacional: Contador Valdivino Sousa Explica Como Escolher o Melhor CNPJ e Pagar Menos Impostos Legalmente

       

Por Valdivino Sousa

Publicado em 01/06/2026

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Abrir Empresa no Simples Nacional: Como Escolher o Melhor CNPJ e Pagar Menos Impostos Legalmente


Com as novas exigências tributárias e fiscais, a escolha correta do tipo de empresa, do CNAE e do regime tributário pode representar economia significativa e evitar problemas futuros com o Fisco. O contador Valdivino Sousa, da Alves Contabilidade, explica o que os empreendedores precisam saber antes de formalizar um negócio.


Abrir uma empresa vai muito além de obter um CNPJ

O número de brasileiros que desejam empreender continua crescendo a cada ano. Seja para prestar serviços, vender produtos, atuar no comércio eletrônico ou formalizar uma atividade profissional, a abertura de uma empresa tornou-se um passo fundamental para quem busca crescimento, credibilidade e oportunidades de mercado. No entanto, muitos empreendedores ainda acreditam que abrir um CNPJ é apenas uma formalidade burocrática. Na prática, a escolha da estrutura empresarial correta pode determinar quanto a empresa pagará de impostos, quais benefícios poderá utilizar e até mesmo o nível de proteção patrimonial dos proprietários.

Segundo o contador Valdivino Sousa, especialista em abertura de empresas e planejamento tributário da Alves Contabilidade, a fase inicial do negócio é uma das mais importantes para garantir segurança jurídica e economia tributária no futuro.

"Uma empresa nasce apenas uma vez. Se ela for estruturada corretamente desde o início, o empresário evita problemas fiscais, reduz riscos e pode economizar valores significativos em impostos ao longo dos anos", explica Valdivino Sousa.

O que é o Simples Nacional e por que ele se tornou o regime tributário mais procurado do Brasil

O Simples Nacional foi criado para facilitar a vida das micro e pequenas empresas brasileiras. O regime unifica diversos tributos federais, estaduais e municipais em uma única guia de pagamento, conhecida como DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

Essa simplificação reduz burocracias, facilita a gestão financeira e permite que o empreendedor tenha maior previsibilidade sobre seus custos tributários. Atualmente, empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões podem optar pelo regime, desde que suas atividades estejam autorizadas pela legislação.

Além da simplificação tributária, o Simples Nacional oferece vantagens competitivas importantes para pequenos negócios, como menor carga administrativa, facilidade na emissão de certidões e participação em licitações públicas com regras diferenciadas.

De acordo com Valdivino Sousa, o regime continua sendo uma das melhores opções para milhares de empresas brasileiras, mas a adesão deve ser analisada individualmente.

"Muitas pessoas acreditam que o Simples Nacional é sempre a melhor escolha. Em muitos casos é, mas existem situações em que outros regimes tributários podem gerar economia maior. A análise precisa ser feita de forma técnica e personalizada", afirma.

A escolha do CNAE pode definir quanto sua empresa pagará de impostos

Um dos maiores erros cometidos por novos empreendedores acontece antes mesmo da abertura do CNPJ: a escolha inadequada do CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas).

O CNAE é o código que identifica oficialmente as atividades exercidas pela empresa perante os órgãos públicos. Embora pareça apenas um detalhe cadastral, sua definição influencia diretamente a tributação, a possibilidade de adesão ao Simples Nacional, a necessidade de licenças específicas e até o enquadramento tributário dentro dos anexos do Simples.

Muitas empresas acabam pagando mais impostos simplesmente porque escolheram atividades incompatíveis ou utilizaram códigos inadequados durante a abertura.

Segundo Valdivino Sousa, uma análise estratégica do CNAE pode representar economia tributária considerável.

"Existem atividades muito semelhantes que possuem tratamentos tributários completamente diferentes. Por isso, o enquadramento correto deve ser realizado com planejamento e conhecimento técnico", destaca.

Conheça os principais tipos de empresa existentes no Brasil

A legislação brasileira oferece diferentes modelos empresariais para atender às necessidades de cada empreendedor. Escolher a estrutura adequada é fundamental para garantir segurança jurídica e eficiência tributária.

Microempreendedor Individual (MEI)

O MEI continua sendo uma das portas de entrada para a formalização de pequenos negócios. Destinado a atividades específicas permitidas pela legislação, oferece tributação simplificada e custo reduzido. Entretanto, possui limite de faturamento anual e restrições quanto às atividades autorizadas.

Empresário Individual (EI)

O Empresário Individual é indicado para quem deseja atuar sozinho, sem sócios. Nesse modelo, não existe separação entre patrimônio pessoal e empresarial, o que significa que eventuais dívidas da empresa podem atingir os bens particulares do empreendedor.

Sociedade Limitada Unipessoal (SLU)

Considerada uma das estruturas mais modernas e vantajosas do mercado, a Sociedade Limitada Unipessoal permite que o empreendedor atue sozinho sem comprometer seu patrimônio pessoal. Não exige sócios e oferece maior proteção jurídica, sendo amplamente utilizada por prestadores de serviços, profissionais liberais e empresários em geral.

Sociedade Limitada (LTDA)

A LTDA é indicada para negócios com dois ou mais sócios. Nesse formato, a responsabilidade dos participantes é limitada ao valor investido no capital social, proporcionando maior segurança patrimonial e organização administrativa.

Sociedade Simples

Muito utilizada por médicos, advogados, psicólogos, arquitetos e contadores, a Sociedade Simples é voltada para atividades de natureza intelectual e profissional.

Sociedade Anônima (S/A)

Voltada para grandes empresas e investidores, a Sociedade Anônima possui estrutura mais complexa e capital dividido em ações.

Por que a Sociedade Limitada Unipessoal se tornou uma das opções mais procuradas

Nos últimos anos, a Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) passou a ser uma das estruturas mais recomendadas pelos especialistas em contabilidade empresarial.

O modelo permite que o empreendedor trabalhe sozinho, sem necessidade de incluir sócios apenas para cumprir exigências legais. Além disso, garante separação entre patrimônio pessoal e empresarial, oferecendo maior proteção em situações de dívidas ou processos judiciais.

Segundo o contador Valdivino Sousa, a SLU atende perfeitamente às necessidades de grande parte dos empresários que estão iniciando suas atividades.

"Para quem deseja empreender sozinho e proteger seus bens pessoais, a Sociedade Limitada Unipessoal costuma ser uma das melhores alternativas disponíveis atualmente", afirma.

As novas exigências tornam a contabilidade ainda mais importante

A transformação digital da Receita Federal, a integração dos sistemas governamentais e as mudanças promovidas pela Reforma Tributária estão tornando o ambiente empresarial cada vez mais técnico.

Hoje, a abertura de uma empresa envolve análise tributária, estudo de atividades econômicas, avaliação de enquadramento fiscal, licenciamento municipal e diversas outras exigências que exigem conhecimento especializado.

Nesse cenário, o papel do contador deixou de ser apenas operacional para se tornar estratégico.

A contabilidade moderna participa diretamente da tomada de decisões, auxiliando na escolha do regime tributário, da estrutura societária e das melhores práticas de gestão fiscal.

Como funciona o processo de abertura de empresa no Brasil

O primeiro passo consiste na análise da viabilidade do negócio, verificando se o endereço escolhido permite o exercício da atividade pretendida e se o nome empresarial está disponível para registro.

Em seguida, ocorre o protocolo dos documentos perante a Junta Comercial ou órgão competente, com a emissão do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Após a obtenção do CNPJ, a empresa deve providenciar inscrições estaduais ou municipais, quando necessárias, além dos alvarás e licenças exigidos para cada atividade.

Dependendo do segmento, podem ser exigidas autorizações da Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros, órgãos ambientais e outros órgãos reguladores.

O prazo para aderir ao Simples Nacional exige atenção do empreendedor

Um erro comum entre empresários iniciantes é acreditar que a empresa ingressa automaticamente no Simples Nacional após a abertura do CNPJ.

Na realidade, existe um prazo legal para solicitar a opção pelo regime simplificado. Caso esse prazo seja perdido, a empresa poderá ser obrigada a permanecer durante todo o ano-calendário em outro regime tributário, muitas vezes pagando mais impostos do que o necessário.

Por esse motivo, o acompanhamento contábil desde a abertura da empresa é fundamental para evitar prejuízos financeiros e garantir o correto enquadramento fiscal.

Planejamento tributário pode gerar economia legal de impostos

Muitos empresários associam planejamento tributário a práticas complexas ou arriscadas. Na verdade, trata-se de uma ferramenta legítima e amplamente utilizada para reduzir a carga tributária dentro dos limites da legislação.

Por meio da escolha correta do regime tributário, do CNAE adequado e da estrutura empresarial mais eficiente, é possível reduzir custos fiscais sem qualquer irregularidade.

Segundo Valdivino Sousa, o planejamento tributário é um dos principais diferenciais competitivos das empresas modernas.

"Empresas que pagam apenas os impostos realmente devidos conseguem investir mais, crescer mais rápido e se tornar mais competitivas. O planejamento tributário legal é uma ferramenta de gestão indispensável para qualquer negócio."

Escolher um contador experiente pode evitar erros que custam caro

A abertura de uma empresa envolve decisões que impactarão diretamente o futuro do negócio. Um erro no enquadramento tributário, na escolha do CNAE ou na definição da natureza jurídica pode gerar custos desnecessários durante muitos anos.

Por isso, contar com orientação profissional especializada desde o início é uma das decisões mais inteligentes que um empreendedor pode tomar.

O contador Valdivino Sousa, da Alves Contabilidade, ressalta que cada empresa possui características próprias e precisa de uma análise individualizada.

"Não existe solução padrão para todos os negócios. Cada empresa possui objetivos, faturamento, atividades e necessidades específicas. O papel do contador é justamente identificar o melhor caminho para que o empresário comece suas atividades de forma segura, econômica e totalmente regularizada."

Conclusão

Abrir uma empresa no Simples Nacional pode ser um excelente caminho para quem deseja empreender com menos burocracia e maior controle tributário. No entanto, o sucesso dessa decisão depende diretamente da escolha correta do tipo de empresa, do CNAE, do enquadramento tributário e do planejamento realizado antes da emissão do CNPJ.

Com as constantes mudanças na legislação e a crescente integração dos sistemas fiscais brasileiros, a orientação de um contador especializado tornou-se um investimento estratégico para evitar erros, reduzir impostos legalmente e construir uma empresa preparada para crescer de forma sustentável.

Para quem busca segurança, economia tributária e orientação profissional durante todo o processo de formalização, o acompanhamento contábil especializado continua sendo um dos fatores mais importantes para o sucesso empresarial.


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Valdivino Alves de Sousa

Valdivino Alves de Sousa

Valdivino Alves de Sousa é contador desde 2003, inscrito no CRC-SP, e bacharel em Direito, com ampla experiência nas áreas contábil, empresarial e tributária.

Atua também na área da Educação, como Professor e Tutor EAD.

Possui cinco graduações concluídas: Ciências Contábeis, Matemática, Pedagogia, Psicologia e Direito, além de quatro pós-graduações em nível de especialização.

É Mestre em Educação, com foco em temas relacionados à aprendizagem e à formação de professores.

Atualmente é Editor do blog Valor X Matemática News e do site Top 10 News, onde escreve sobre: Educação, Legislação Contábil, Direito Tributário e Empresarial.

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